Geronimo Theml

Glamour – Geração Antimonotonia

Por: Assessoria de Imprensa

Por Bruna Fioreti, da revista Glamour

Fazer faculdade e exercer a profissão para o resto da vida. Bocejos. Manter um cargo por anos na mesma empresa. Ei, dormiu? O profissional de hoje é ativo, generalista e quer pular de desafio em desafio. Algo errado aí? Você vai ver que não.

Uma pessoa chega e te conta que está há 20 anos na mesma empresa. Seu pensamento tende mais para: 1) “Que maravilha, carreira estável não tem preço!”; ou para 2) “Deus me livre, que tédio!”? Se você nasceu depois de 1980, provavelmente escolheu a segunda opção e tem dificuldade de se enxergar batendo ponto no mesmo escritório por tanto tempo. Talvez não se enxergue nem sequer batendo ponto… É que a nossa relação com as empresas mudou. Se antigamente a estabilidade e o tal “tempo de casa” eram características hipervalorizadas por empregados e empregadores, hoje as pessoas querem é satisfação pessoal e, para usar o jargão das entrevistas de emprego, “buscam novos desafios”.

“A geração Y já nasce ansiosa por mais, porque aprendeu que é, sim, possível remunerar sua paixão. Está sempre em busca, experimentando. Antigamente, as pessoas não se permitiam arriscar, eram educadas para perseguir a estabilidade e permanecer na mesma posição, realizadas ou não”, analisa Geronimo Theml, coach de produtividade e entusiasta de “paixões remuneradas” [encontre a sua adiante com ajuda do quadro Caminhos para se descobrir].

EXPERIMENTE, PERO NOMUCHO

Nada mais 2016 que querer desenvolver novas habilidades e procurar uma rotina alternativa se a atual estiver enfadonha.

Um exemplo perfeito dessa neomentalidade: Anna Stevanato, há cinco meses assistente de criação da marca Tigresse, com dois anos de Martha Medeiros e um ano e meio com Lethicia Bronstein – ah, mencionamos que ela só tem 23 anos? “Acumulei uma experiência grande para a minha idade com essas passagens”, avalia. “A palavra de ordem para mim é aprendizado! Acredito em passar por todas as etapas para, lá na frente, quando for chefe, poder avaliar quem é bom.”

Isso, Anna, o segredo é sair de cada lugar com um aprendizado concreto, porque mudanças sequenciais precoces são vistas com desconfiança pelo mercado. “Há um consenso de que leva entre dois e três anos para que você saia de um trabalho com uma história para contar”, explica Mônica Duarte, diretora de RH do Google na América Latina. “Se eu vejo um currículo com mudanças demais e em menos de dois anos, fico alerta: pode ter algo complicado ali…”

A TAL CURVA DE APRENDIZADO

Parece chatice de “firma careta”, mas é o Google, gente! Pela chamada curva de aprendizado, leva pelo menos um ano para que o novato se adapte aos novos processos e mostre a que veio.

Mas e o extremo oposto, hein? Permanecer anos em uma só empresa, veja você, pode até pegar bem com os RHs – porém apenas se este requisito for cumprido: “É preciso ter feito coisas diferentes lá dentro, ter crescido, mesmo que não em hierarquia. Procuro gente com capacidade de aprender, e isso pode ser feito sem ir de um emprego a outro”, salienta Mônica.

APRENDA A APRENDER

O gosto pelo aprendizado nunca esteve tão valorizado! Tudo a ver com o acesso massivo à informação e com as mudanças tecnológicas, que revolucionam os modelos de negócio sem que a gente nem tenha se acostumado ao anterior… É se atualizar ou perder o bonde total. Entende por que há tantos cursos livres com turmas lotadas? Eles são a luz no fim do túnel para quem almeja ser o que as empresas mais cobiçam: o profissional multi, versátil, generalista – que sabe um pouco sobre muitos assuntos e muito sobre alguns poucos.

Ainda assim – alertam os experts em educação –, cursos, treinamentos e afins só têm serventia se houver objetivos definidos. “É perda de tempo atirar para tudo quanto é lado, ou seja, fazer cursos que não tenham relação com seu trabalho”, pondera Ismael Rocha, diretor acadêmico da graduação da ESPM. “Abra seu leque de opções, mas dentro da sua praia. Aposte no que complementa o que você já faz e parta para a prática.”

Se for irresistível para a sua alma inquieta mudar todo ano de trabalho e se matricular em mil cursos, mantenha em mente o que diz a jornalista de 26 anos

Manu Carvalho, da Jovem Pan, autointitulada “rata de cursos”: “Se você tem um foco claro, uma área nunca anulará a outra, mais conhecimento só trará mais resultados a longo prazo”.

O CAMINHO PARA SE DESCOBRIR

Quatro passos para entender qual é sua carreira do coração e parar de odiar as segundas-feiras

DESCARTE O QUE NÃO GOSTA Definir o que quer é difícil, mas listar o que você não quer é fácil… Enumere seus ‘dont’s’ para descartar propostas e cursos. É uma bela ‘limpeza’ inicial! Por Pollyana Zaze, life e career coach, RJ

LEMBRE O QUE FARIA ATÉ DE GRAÇA No que você era boa na infância? Para que suas amigas te procuram? A ideia é achar a atividade que faz sem esforço e linkar com o que o mercado busca. Por Thaís Roque, coach para mulheres, SP

VÁ À LIVRARIA Que setor te atrai? Que tipo de livro folheia? Nessa hora você é… ‘você mesma’! Por isso, é uma dica de qual é sua paixão. A lógica também vale para programas de TV, ok? Por Geronimo Theml, coach de produtividade, ES

PENSE NO LEGADO QUE QUER DEIXAR Aposte nesta sequência de perguntas: 1) o que falta na sua vida?, 2) que parte ama no trabalho?, 3) como gostaria de ser lembrada? Por Francisco Manuel, coach executivo e de carreira, SP

*reportagem publicada na revista Glamour

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